Abordagem Clínica da Informação: o imaginário Biblioteca/Google na perspectiva dos nativos digitais

Maria Leonor Amorim Antunes

Resumo


O presente artigo deriva de uma pesquisa que discorreu sobre a biblioteca e o buscador Google (Antunes, 2015). Tem como objetivo exemplificar a investigação de fenômenos infocomunicacionais através da Abordagem Clínica da Informação, considerando as dimensões simbólicas e o imaginário. Observa-se que podem ser atribuídas ao buscador Google inúmeras mudanças na forma de aprender, de interagir e de se pensar a informação. Sendo assim, indaga-se: qual o papel que essa companhia desempenha na vida de estudantes e qual o confronto ou relacionamento com a biblioteca enquanto canal de pesquisa? Dados foram coletados por observação não participante e entrevistas semiestruturadas, realizadas com quatro alunos entre 14 e 17 anos de idade. A escola pesquisada tem uma filosofia educacional inspirada na Escola da Ponte (Portugal), que tem na atividade de pesquisa o núcleo do método de ensino. Esta seção pretendeu, portanto, verificar como os participantes retratam a biblioteca e o Google, escolhendo imagens e associações. Embora tenha sido provado que a biblioteca não é considerada fonte de informação para a amostra, a evidência mais estimada foi o imaginário evocado pela mesma. A biblioteca, nessas reproduções, foi representada como um organismo vivo e fascinante. Com relação ao Google, a presença do buscador provou-se consolidada no dia a dia dos jovens e a força da marca tornou-se evidente. Considera-se que a Abordagem Clínica da Informação pode oferecer um referencial de análise com premissas para uma nova compreensão da biblioteca pelos jovens.

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